Bem, hoje observamos que o
ato da demissão cada vez mais passa por mudanças significativas no que tange o
cuidado com o profissional, o ser humano que está sendo desligado e acabando
com um ciclo na empresa.
Em muitas empresas observamos
uma situação fria, onde essas demissões são feitas até mesmo sem a presença
física de um representante da empresa. Isso acaba criando um constrangimento,
uma decepção, para o funcionário que trabalhou na empresa por um certo período
de tempo. As reações são diversas quando ocorre desligamentos dessa forma,
depressão, fúria, raiva e até mesmo suicido são observados nesses casos, pois o
funcionário que dedicou tempo a essa instituição é tratado como um simples
fornecedor descartável. Essa atitude deve ser repensada quando existente, pois
antes mesmo de valorizar o profissional, e determinar seu futuro na empresa ou
não, o administrador deve perceber como é delicada a situação, pois envolve um
ser humano, com sentimentos, princípios e etc, o que torna cada vez mais
complexa essas situações.
Observamos em diversas
situações essa falta de ética ao demitir um funcionário, essa falta de cuidado
e respeito com o próximo.
Existem empresas que tem uma
outra abordagem para essa situação, uma abordagem mais humanizada, mais
cuidadosa e respeitosa com o funcionário que vai ser desligado. Como neste
trecho retirado do site www.rhportal.com.br "
Um dos serviços utilizados
para humanizar o processo de desligamento de funcionários é o outplacement.
Trata-se da consultoria no pós-demissão para amenizar o impacto sofrido pelo
profissional e recolocá-lo no mercado o mais rápido possível. O consultor
contratado tem acesso às informações do funcionário que, após receber o aviso
de demissão, é orientado a como agir daí em diante - desde como dar a notícia à
família até o que fazer para conseguir um novo emprego. Segundo Laerte
Cordeiro, da Laerte Cordeiro Consultoria em Recursos Humanos, as empresas
costumam contratar o serviço logo após a demissão do funcionário e sua
recolocação no mercado leva de seis a nove meses, em média. Para ele, o serviço
é fundamental do ponto de vista do demitido, pois este terá apoio psicológico e
profissional para lidar com a situação. “Às vezes existe um impacto tão forte com
a demissão que o ex-funcionário chega a chorar. Em alguns casos já orientamos a
pessoa a procurar a ajuda de terapeutas especializados”."
Nesses casos mostrados neste
trecho, observamos que existem empresas que mesmo em um momento em que o
funcionário deixará a empresa, não é abandonado por ela. Essas empresas
pretendem cuidar, preparar esse funcionários para um outro caminho, outras
possibilidades. Com guias de outros empregos, outras possibilidades e etc. Essa demissão mais "humanizada"
deve ser adotada por mais empresas, para que o funcionário que está saindo, não
se sinta desamparado, e abandonado pela empresa que usou seus esforços.
Rodrigo M. Couto
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