terça-feira, 10 de junho de 2014

Questionamento da ética numa representação competitiva e egoísta

A sociedade contemporânea provoca um estado de competitividade entre algumas pessoas e no mundo corporativo justificando outras práticas éticas e morais que não são aquelas que devem ser observadas nas relações sociais. A competição e a eficácia estão acima da valorização do sujeito e dos valores democráticos vigentes na sociedade. 
O que vemos é a separação do econômico com o social, onde os gestores são movidos pela: obsessão pela eficácia medida quase que exclusivamente por indicadores quantitativos e financeiros; por indicadores de desempenho e produtividade cada vez mais elevados; por métodos que produzem resultados no curto prazo; e por técnicas de controle manipuladoras e fragmentadoras do ser humano. O que deve ser procurado é um estreitamento dessa distância entre o pensamento econômico e as questões sociais para melhor harmonia entre corporações e sociedade. O fato de representações sociais já estabelecidas influenciarem a maioria das pessoas é necessário acreditar que novas representações inovadoras podem surgir e igualmente serem aceitas diante de um público específico. O grande fator regulador que controla os gestores são o mercado altamente competitivo que impõe as regras e forçam esses gestores se adaptarem. 
Assim o estudo feito no artigo mostra o importante papel das instituições de ensino a mostrar uma nova posição a ser tomada por esses futuros gestores em relação ao comportamento ético e as responsabilidades corporativas, afim de proporcionar melhores resultados para as organizações e seus stakeholders. Os gestores possuem importante papel como agente moral a influenciar na vida de outros muitos envolvidos, tomando uma grande responsabilidade sobre a forma de conduzir suas tomadas de decisões não sendo apenas para beneficiar a lucratividade de alguma corporação. 
A questão é que pouquíssimos irão colocar os privilégios das suas posições em risco para preocupar com questões coletivas. Ao menos que seja forçado e sem outra opção. Essa é a realidade de uma sociedade competitiva na qual grande minoria é capaz de decidir e controlar a maioria. A falta de ética vai muito mais além do comportamento dos gestores e sim dos indivíduos na sociedade.
 Cabe a cada um julgar e buscar sua própria forma de pensar e agir. O pior problema diante disso tudo é que muitos vivem tendo a certeza de existir apenas essa opção se tornando cúmplices desse ciclo vicioso. A inovação deve ser baseada em uma nova representação que quebre o paradigma de lucratividade e competitividade a todo custo. Alianças já começam a fazer parte do mercado onde empresas competiam contra outras empresas, a questão não deve ser vista como possível apenas por necessidade, mas também por vontade de melhorar.

Renato Siquieroli Alves

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