A sociedade contemporânea provoca um estado de
competitividade entre algumas pessoas e no mundo corporativo justificando
outras práticas éticas e morais que não são aquelas que devem ser observadas
nas relações sociais. A competição e a eficácia estão acima da valorização do
sujeito e dos valores democráticos vigentes na sociedade.
O que vemos é a
separação do econômico com o social, onde os gestores são movidos pela: obsessão
pela eficácia medida quase que exclusivamente por indicadores quantitativos e
financeiros; por indicadores de desempenho e produtividade cada vez mais
elevados; por métodos que produzem resultados no curto prazo; e por técnicas de
controle manipuladoras e fragmentadoras do ser humano. O que deve ser procurado
é um estreitamento dessa distância entre o pensamento econômico e as questões
sociais para melhor harmonia entre corporações e sociedade. O fato de
representações sociais já estabelecidas influenciarem a maioria das pessoas é
necessário acreditar que novas representações inovadoras podem surgir e
igualmente serem aceitas diante de um público específico. O grande fator
regulador que controla os gestores são o mercado altamente competitivo que
impõe as regras e forçam esses gestores se adaptarem.
Assim o estudo feito no artigo mostra o
importante papel das instituições de ensino a mostrar uma nova posição a ser
tomada por esses futuros gestores em relação ao comportamento ético e as responsabilidades corporativas, afim de proporcionar melhores resultados para as organizações e
seus stakeholders. Os gestores possuem importante papel como agente moral a
influenciar na vida de outros muitos envolvidos, tomando uma grande responsabilidade
sobre a forma de conduzir suas tomadas de decisões não sendo apenas para
beneficiar a lucratividade de alguma corporação. A questão é que pouquíssimos irão colocar os privilégios das suas posições em risco para preocupar com questões coletivas. Ao menos que seja forçado e sem outra opção. Essa é a realidade de uma sociedade competitiva na qual grande minoria é capaz de decidir e controlar a maioria. A falta de ética vai muito mais além do comportamento dos gestores e sim dos indivíduos na sociedade.
Cabe a cada um julgar e buscar sua própria forma de pensar e agir. O pior problema diante disso tudo é que muitos vivem tendo a certeza de existir apenas essa opção se tornando cúmplices desse ciclo vicioso. A inovação deve ser baseada em uma nova representação que quebre o paradigma de lucratividade e competitividade a todo custo. Alianças já começam a fazer parte do mercado onde empresas competiam contra outras empresas, a questão não deve ser vista como possível apenas por necessidade, mas também por vontade de melhorar.
Renato Siquieroli Alves
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