terça-feira, 20 de maio de 2014

Empresa Humanizada: é mesmo possível?





Em um mundo que vive no capitalismo selvagem, seus habitantes estão cada vez mais inseridos no american way of life, consumindo e também sempre em busca do melhor que a vida pode oferecer. Esse estilo de vida, que estabelece o consumo como bem estar, vem dominando a sociedade, que diversas vezes consome o que não precisa apenas para transparecer algo aos demais, em suma: vivem de aparência apenas para demonstarr status e assim passam a viver em função do consumo e impulsionar com mais força o capitalismo. As empresas também colaboram com esse estilo de vida, insentivando cada vez mais o consumo, despejando propaganda, coagindo a população a consumir, mesmo sem precisar. Fazendo assim maximizar seus lucros a qualquer custo.

Com isso então, a empresa precisa que seus funcionários atingam metas cada vez mais ferozes, fazendo que seus funcionários trabalhem de maneira muitas vezes exaustivas, não se preocupando com as consequências. Esse trabalho exaustivo muitas vezes pode gerar prejuizos para empresa, sendo contrário do que elas procuram, já que seus funcionários muitas vezes se sentem insatisfeitos, cansados e/ou deprimidos com seu trabalho e apenas não aguentam mais o ambiente que o trabalho oferece. Esses então sofrem desgastes físicos ou mentais e precisam se resguardar, seja com uma licença médica ou então até mesmo com desligamento da empresa, fazendo que todo o investimento já feito no funcionário, como treinamento e capacitação, seja ‘jogado fora’ já que o mesmo não estará mais ligado a empresa. Essa falta de contentamento num ambiente corporativo é de extremo prejuizo para uma organizaçao que perde produtividade e influencia de maneira pessimista nos lucros da empresa.

Nessa conjuntura pessimista sobre as organizações e suas atividades, é preciso também enxergar o que de positivo algumas empresas oferecem a seus funcionários e a sociedade, que mesmo estando inseridas no ‘capitalismo selvagem’ conseguem traçar objetivos que podem colaborar com o meio que impactam.

As chamadas empresas humanizadas tem como diferencial adotar critérios sustentáveis em sua gestão, apresentando desde políticas sustentáveis de gestão ambiental na área da qualidade, recursos humanos, no relacionamento com seus clientes, funcionários e fornecedores. Elas não só preocupam com a maximizaçao de seus lucros, mas estão atentas também  com o bem estar de seus funcionários, prezm pela ética e buscam oferecer benefícios a seus colaboradores. Com isso, as organizações humanizadas concretizam o ‘sonho’de um ambiente de trabalho mais flexível, sendo assim mais satisfatétio e menos exaustivo. Aliando o bem estar comum: boas condiçoes de trabalho, valorizando seus recursos humanos e dessa forma elevando o nivel de satisfaçao dos colaboradores, tendo como resultado o aumento produtividade.

Causando o menor prejuizo possivel no meio ambiente, com acoes que utilizam fontes de energia renováveis , preocupar na realização da coleta seletiva para reciclagem do lixo, adoção de programas de qualidade como o 5S, com sensos como limpeza, organização e seleção, financiamento de projetos de sustentabilidade como educação de crianças e jovens quanto a questões relacionadas a preservação do meio ambiente, praticar  o reflorestamento em regiões devastadas, associam-se a organizações de proteção ambiental como a WWF - World Wildlife Fund” são algumas das açoes realizadas  por empresas humanizadas na área ambiental.  

Observando essas açoes é impossivel não perceber o paradoxo existente nas empresas humanizadas e as não-humanizadas: sempre haverá empresas que não buscam esse bem estar conjunto, porém diversas empresas perceberam a necessidade urgente de mudança em seus princípios e na sua forma de pensar, que além de colaborar com a sociedade, se  se tornaram um fator de diferenciação no ambiente de negócios e muitas vezes são vistas com vantagem perante seus concorrentes e também não perdem a competitividade de mercado.


Texto: Caio Cesar

Fonte: VERGARA, Sylvia Constant. Empresa Humanizada: a organização necessária e possível. Rae - Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 2, n. 41, p.20-30, 01 abr. 2001. Trimestral.

Maria Clara Alcântara

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