Em um mundo que vive no capitalismo
selvagem, seus habitantes estão cada vez mais inseridos no american way of
life, consumindo e também sempre em busca do melhor que a vida pode oferecer. Esse
estilo de vida, que estabelece o consumo como bem estar, vem dominando a
sociedade, que diversas vezes consome o que não precisa apenas para
transparecer algo aos demais, em suma: vivem de aparência apenas para
demonstarr status e assim passam a viver em função do consumo e impulsionar com
mais força o capitalismo. As empresas também colaboram com esse estilo de vida,
insentivando cada vez mais o consumo, despejando propaganda, coagindo a
população a consumir, mesmo sem precisar. Fazendo assim maximizar seus lucros a
qualquer custo.
Com isso então, a empresa precisa que
seus funcionários atingam metas cada vez mais ferozes, fazendo que seus
funcionários trabalhem de maneira muitas vezes exaustivas, não se preocupando
com as consequências. Esse trabalho exaustivo muitas vezes pode gerar prejuizos
para empresa, sendo contrário do que elas procuram, já que seus funcionários
muitas vezes se sentem insatisfeitos, cansados e/ou deprimidos com seu trabalho e
apenas não aguentam mais o ambiente que o trabalho oferece. Esses então sofrem desgastes
físicos ou mentais e precisam se resguardar, seja com uma licença médica ou
então até mesmo com desligamento da empresa, fazendo que todo o investimento já
feito no funcionário, como treinamento e capacitação, seja ‘jogado fora’ já que
o mesmo não estará mais ligado a empresa. Essa falta de contentamento num
ambiente corporativo é de extremo prejuizo para uma organizaçao que perde produtividade
e influencia de maneira pessimista nos lucros da empresa.
Nessa conjuntura pessimista sobre as
organizações e suas atividades, é preciso também enxergar o que de positivo
algumas empresas oferecem a seus funcionários e a sociedade, que mesmo estando
inseridas no ‘capitalismo selvagem’ conseguem traçar objetivos que podem
colaborar com o meio que impactam.
As chamadas empresas humanizadas tem
como diferencial adotar critérios sustentáveis em sua gestão, apresentando
desde políticas sustentáveis de gestão ambiental na área da qualidade, recursos
humanos, no relacionamento com seus clientes, funcionários e fornecedores. Elas
não só preocupam com a maximizaçao de seus lucros, mas estão atentas também com o bem estar de seus funcionários, prezm
pela ética e buscam oferecer benefícios a seus colaboradores. Com isso, as
organizações humanizadas concretizam o ‘sonho’de um ambiente de trabalho mais
flexível, sendo assim mais satisfatétio e menos exaustivo. Aliando o bem estar
comum: boas condiçoes de trabalho, valorizando seus recursos humanos e dessa
forma elevando o nivel de satisfaçao dos colaboradores, tendo como resultado o
aumento produtividade.
Causando o menor prejuizo possivel no
meio ambiente, com acoes que utilizam fontes de energia
renováveis , preocupar na realização da coleta seletiva para reciclagem do
lixo, adoção de programas de qualidade como o 5S, com sensos como limpeza,
organização e seleção, financiamento de projetos de sustentabilidade como
educação de crianças e jovens quanto a questões relacionadas a preservação do
meio ambiente, praticar o
reflorestamento em regiões devastadas, associam-se a organizações de proteção
ambiental como a WWF - World Wildlife Fund” são algumas das açoes
realizadas por empresas humanizadas na
área ambiental.
Observando essas açoes é impossivel não perceber o paradoxo existente
nas empresas humanizadas e as não-humanizadas: sempre haverá empresas que não
buscam esse bem estar conjunto, porém diversas empresas perceberam a
necessidade urgente de mudança em seus princípios e na sua forma de pensar, que
além de colaborar com a sociedade, se se
tornaram um fator de diferenciação no ambiente de negócios e muitas vezes são
vistas com vantagem perante seus concorrentes e também não perdem a
competitividade de mercado.
Texto: Caio Cesar
Fonte: VERGARA,
Sylvia Constant. Empresa Humanizada: a organização necessária e possível. Rae -
Revista de Administração de Empresas, São
Paulo, v. 2, n. 41, p.20-30, 01 abr. 2001. Trimestral.
Maria Clara Alcântara

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