terça-feira, 10 de junho de 2014

O que é moral? Ética?

Esses são questionamentos que devem ser levantados para discutirmos suas aplicações para os administradores e líderes de empresas e grandes organizações.
Em grande parte dos casos que já observei, a moral é deixada um pouco de lado em pró da competitividade. As empresas param de se preocupar com o certo ou o errado, e somente se preocupam com a lucratividade, o sucesso e a liderança de mercado. Líderes deixam de lado seu caráter para espionar, passar para trás seus concorrentes, da forma que puder. Evidentemente que para os olhos do público, interno e externo das organizações, as atitudes tomadas são mascaradas, para o "errado" não apareça claramente e gere constrangimento, vergonha ou mesmo repúdio por parte dos envolvidos.
Mas esse "errado" é ensinado e cobrado pelas organizações. Seus funcionários para almejar crescer na empresa, devem ser competitivos, devem sempre "ganhar", devem ser "canibais" dentro da empresa, crescendo e tomando pra si a atenção dos gestores da empresa, que começam a ver nesse indivíduo, um perfil vencedor que busca o crescimento. Logicamente que essa busca pela vitória não pode interferir nos resultados da empresa negativamente, tanto financeiramente, quanto administrativa. Essas atitudes que a empresa cobra e espera de seus funcionários não pode afetar o convívio direto com os demais da empresa, mas nem sempre isso ocorre.
Cada vez mais observamos o estresse e a violência que está tomando as salas de grandes empresas, toda essa pressão de crescimento a "qualquer custo" gera na mão de obra, um desgaste emocional muito grande que acaba gerando conflitos, verbais e não verbais e suicídio por exemplo.  Por esses motivos que cada vez mais, as grandes empresas estão investindo em ações que amenizam esse estresse.
O capitalismo, sustenta essa forma de agir das empresas. A competição gerada por esse sistema é grande, onde se você não é competitivo, você já está fora do mercado. A competição das empresas pela preferência dos clientes vai além a pura propaganda. Constantemente vemos a corrupção se alojando em grandes contratos, não só com o poder público, mas bonprivado também. A "lei da vantagem" se perpetua e gera, mais é mais dependentes, pois acaba se tornando um método de abordagem viciante, onde em todas negociações, sempre se espera uma vantagem mais chamativo que a do concorrente.
Essa "prostituição" das negociações mostra que a ética e moral não são mais observadas com freqüência nas empresas, a não ser quando estas empresas querem ter sua imagem, ligada a esses princípios. Porque digo "prostituição" das negociações?! Fica evidente no mercado a competição de preços cada vez mais absurda, onde as empresas vendem até no prejuízo para não deixar que seu concorrente ganhe a venda. Esse ciclo um dia vai acabar com essas empresas, e essa situação é mais comum do que muita gente pensa. Muitas empresas pensando apenas na competição, interferem na sua lucratividade em pró de um contrato, apenas para que seu concorrente não tenha a chance de crescer e vender seu produto. Evidente que essa atitude levará a empresa a uma crise financeira em algum momento. Mas, e se essa crise financeira vier em um momento em que suas concorrentes quebraram por conta dessa política da empresa?? Ela terá basicamente o monopólio do mercado? Conseguirá se reerguer de forma mais rápida e como nenhuma outra? Ou simplismente vai ser a ultima a quebrar? Essas são questões que valem ser pensadas. Afinal, o sucesso vale sempre a pena, então.. Compensa correr o risco ou ficar com seus clientes e esquecer o concorrente?
Essas questões, só saberemos quando estivermos no mercado e donos de nosso negócio. Mas eu assumiria alguns riscos para o sucesso, logicamente que não todos, mais assumiria, afinal, quero crescer e ser competitivo no mercado que atuo.
Então penso que a moral e ética no mercado competitivo é relativa a qual o grau de risco que a empresa quer assumir e não deve ser comparada a moral e ética observada em outros momentos. É criada uma nova regra a cada negócio, onde para sobreviver, você deve se adaptar. Não a qualquer custo, mais ao máximo que você consegue.

Rodrigo Mongrovejo Couto

2 comentários:

  1. Olá Pessoal! Infelizmente temos milhares de casos que demonstram empresários corruptos, que infelizmente fazem escolhas que não estão parametrizadas nas condutas morais e ética, o pior de tudo que estão em cargos de liderança e influenciando outras pessoas a não agir corretamente.
    Ser competitivo é ter excelentes estratégicas e sabedoria para gerir seu negócio. Como futuros administradores devemos dar o primeiro passo para escolhas corretas e assertivas. Será que o mercado tem tanta influência sobre nós ou até mesmo nas nossas condutas? Somos pessoas que podem mudar esta realidade.Chega de crescimento a qualquer custo..chega de corrupção ... chega de ilusão ...chega de desvalorização aos trabalhadores.. Temos que chegar é na excelência de pessoas voltadas para os princípios e valores.. Concordo com o Rodrigo Couto que temos que ter sucesso e assumir riscos, porém devemos ter responsabilidade perante aos nossos atos e principalmente pensa em lucro, mas ter consciência de um lucro real, que foi resultado de um trabalho bem feito. Temos um ditado popular que diz: "O que começa errado, termina errado". Assim devemos ter o discernimento para escolher o que é certo ou errado aos negócios, para mais tarde não sermos capas de noticiários.

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  2. Assuntos como ética e moral são muito subjetivos, pois estão sujeitos aos valores que cada indivíduo possui. As pessoas pensam diferente, sentem diferente e agem diferentemente umas das outras.
    As pessoas passam por alguns questionamentos ao longo da vida como: posso conseguir o que quero a qualquer custo? é certo que eu invada o direito do outro para que consiga o que almejo?... As respostas para essas questões internas é que definem quais as atitudes cada pessoa deve tomar e isso pode ser ético para ela e não para outrem.
    As empresas são formadas por pessoas e se agem com falta de ética é por quê as pessoas que nela estão são anti-éticas. É preciso recuperar alguns valores perdidos para que se mude a situação nas empresas as quais vivenciamos hoje.

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