Esses são questionamentos que
devem ser levantados para discutirmos suas aplicações para os administradores e
líderes de empresas e grandes organizações.
Em grande parte dos casos que
já observei, a moral é deixada um pouco de lado em pró da competitividade. As
empresas param de se preocupar com o certo ou o errado, e somente se preocupam
com a lucratividade, o sucesso e a liderança de mercado. Líderes deixam de lado
seu caráter para espionar, passar para trás seus concorrentes, da forma que
puder. Evidentemente que para os olhos do público, interno e externo das
organizações, as atitudes tomadas são mascaradas, para o "errado" não
apareça claramente e gere constrangimento, vergonha ou mesmo repúdio por parte
dos envolvidos.
Mas esse "errado" é
ensinado e cobrado pelas organizações. Seus funcionários para almejar crescer
na empresa, devem ser competitivos, devem sempre "ganhar", devem ser
"canibais" dentro da empresa, crescendo e tomando pra si a atenção
dos gestores da empresa, que começam a ver nesse indivíduo, um perfil vencedor
que busca o crescimento. Logicamente que essa busca pela vitória não pode
interferir nos resultados da empresa negativamente, tanto financeiramente,
quanto administrativa. Essas atitudes que a empresa cobra e espera de seus
funcionários não pode afetar o convívio direto com os demais da empresa, mas
nem sempre isso ocorre.
Cada vez mais observamos o
estresse e a violência que está tomando as salas de grandes empresas, toda essa
pressão de crescimento a "qualquer custo" gera na mão de obra, um
desgaste emocional muito grande que acaba gerando conflitos, verbais e não
verbais e suicídio por exemplo. Por
esses motivos que cada vez mais, as grandes empresas estão investindo em ações
que amenizam esse estresse.
O capitalismo, sustenta essa
forma de agir das empresas. A competição gerada por esse sistema é grande, onde
se você não é competitivo, você já está fora do mercado. A competição das
empresas pela preferência dos clientes vai além a pura propaganda.
Constantemente vemos a corrupção se alojando em grandes contratos, não só com o
poder público, mas bonprivado também. A "lei da vantagem" se perpetua
e gera, mais é mais dependentes, pois acaba se tornando um método de abordagem
viciante, onde em todas negociações, sempre se espera uma vantagem mais
chamativo que a do concorrente.
Essa "prostituição"
das negociações mostra que a ética e moral não são mais observadas com
freqüência nas empresas, a não ser quando estas empresas querem ter sua imagem,
ligada a esses princípios. Porque digo "prostituição" das
negociações?! Fica evidente no mercado a competição de preços cada vez mais
absurda, onde as empresas vendem até no prejuízo para não deixar que seu
concorrente ganhe a venda. Esse ciclo um dia vai acabar com essas empresas, e
essa situação é mais comum do que muita gente pensa. Muitas empresas pensando
apenas na competição, interferem na sua lucratividade em pró de um contrato,
apenas para que seu concorrente não tenha a chance de crescer e vender seu
produto. Evidente que essa atitude levará a empresa a uma crise financeira em
algum momento. Mas, e se essa crise financeira vier em um momento em que suas
concorrentes quebraram por conta dessa política da empresa?? Ela terá
basicamente o monopólio do mercado? Conseguirá se reerguer de forma mais rápida
e como nenhuma outra? Ou simplismente vai ser a ultima a quebrar? Essas são
questões que valem ser pensadas. Afinal, o sucesso vale sempre a pena, então..
Compensa correr o risco ou ficar com seus clientes e esquecer o concorrente?
Essas questões, só saberemos
quando estivermos no mercado e donos de nosso negócio. Mas eu assumiria alguns
riscos para o sucesso, logicamente que não todos, mais assumiria, afinal, quero
crescer e ser competitivo no mercado que atuo.
Então penso que a moral e ética no mercado
competitivo é relativa a qual o grau de risco que a empresa quer assumir e não
deve ser comparada a moral e ética observada em outros momentos. É criada uma
nova regra a cada negócio, onde para sobreviver, você deve se adaptar. Não a
qualquer custo, mais ao máximo que você consegue.Rodrigo Mongrovejo Couto