quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ética e demissão, existe essa união?

Bem, hoje observamos que o ato da demissão cada vez mais passa por mudanças significativas no que tange o cuidado com o profissional, o ser humano que está sendo desligado e acabando com um ciclo na empresa.
Em muitas empresas observamos uma situação fria, onde essas demissões são feitas até mesmo sem a presença física de um representante da empresa. Isso acaba criando um constrangimento, uma decepção, para o funcionário que trabalhou na empresa por um certo período de tempo. As reações são diversas quando ocorre desligamentos dessa forma, depressão, fúria, raiva e até mesmo suicido são observados nesses casos, pois o funcionário que dedicou tempo a essa instituição é tratado como um simples fornecedor descartável. Essa atitude deve ser repensada quando existente, pois antes mesmo de valorizar o profissional, e determinar seu futuro na empresa ou não, o administrador deve perceber como é delicada a situação, pois envolve um ser humano, com sentimentos, princípios e etc, o que torna cada vez mais complexa essas situações.
Observamos em diversas situações essa falta de ética ao demitir um funcionário, essa falta de cuidado e respeito com o próximo.
Existem empresas que tem uma outra abordagem para essa situação, uma abordagem mais humanizada, mais cuidadosa e respeitosa com o funcionário que vai ser desligado. Como neste trecho retirado do site www.rhportal.com.br "
Um dos serviços utilizados para humanizar o processo de desligamento de funcionários é o outplacement. Trata-se da consultoria no pós-demissão para amenizar o impacto sofrido pelo profissional e recolocá-lo no mercado o mais rápido possível. O consultor contratado tem acesso às informações do funcionário que, após receber o aviso de demissão, é orientado a como agir daí em diante - desde como dar a notícia à família até o que fazer para conseguir um novo emprego. Segundo Laerte Cordeiro, da Laerte Cordeiro Consultoria em Recursos Humanos, as empresas costumam contratar o serviço logo após a demissão do funcionário e sua recolocação no mercado leva de seis a nove meses, em média. Para ele, o serviço é fundamental do ponto de vista do demitido, pois este terá apoio psicológico e profissional para lidar com a situação. “Às vezes existe um impacto tão forte com a demissão que o ex-funcionário chega a chorar. Em alguns casos já orientamos a pessoa a procurar a ajuda de terapeutas especializados”."
Nesses casos mostrados neste trecho, observamos que existem empresas que mesmo em um momento em que o funcionário deixará a empresa, não é abandonado por ela. Essas empresas pretendem cuidar, preparar esse funcionários para um outro caminho, outras possibilidades. Com guias de outros empregos, outras possibilidades e etc.  Essa demissão mais "humanizada" deve ser adotada por mais empresas, para que o funcionário que está saindo, não se sinta desamparado, e abandonado pela empresa que usou seus esforços.


Rodrigo M. Couto

Um comentário:

  1. Interessante o conceito de ''outplacement''. É uma ação muito honrada das empresas que tentam humanizar a demissão de seus funcionários, principalmente aqueles que estiveram prestando serviços a ela por longo período de tempo (10, 15 anos). Porém, acredito que a moda não pegue fácil, pois é também sinônimo de custos, já que em corporação com alta-rotatividade, o número de demissões é grande. Mas, de repente, pode ocorrer de algumas empresas que realmente se preocupam com essas pessoas (ou que queiram fazer bonito, "para inglês ver") passarem a adotar o conceito, o que seria bem benéfico para os funcionários.

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